E aí, meu povo, como vocês estão?
Desde o ano passado, quando o Piqué resolveu convidar a FURIA para o Mundial de Clubes da Kings League no México — convite que chegou via Neymar, pra variar ele fazendo a boa para a FURIA — eu acabei dedicando muito mais horas do que imaginava para ajudar a Kings League e, principalmente, o nascimento da liga no Brasil.
No começo, nossa missão foi clara: ajudar o Piqué a entender o Brasil. Influencers, celebridades, empresários, creators e líderes reais de audiência. Com a força absurda do Neymar, a ajuda gigante do relacionamento do Cris e muito trabalho de bastidor explicando cultura, mercado e dinâmica local, conseguimos contribuir para algo histórico: a Kings League Brasil nasceu como a liga de maior engajamento do mundo, sem comparação com nenhuma outra.
Tudo isso foi feito praticamente pro-bono, claro que com interesses indiretos. A liga dar certo seria bom para a FURIA, mas poderíamos simplesmente ter sido “mais um clube”. O problema é que o conhecimento do Piqué sobre os assets brasileiros era praticamente zero. Quando o Neymar — que já nos ajudou inúmeras vezes — pediu apoio para ajudar “o irmão” dele, não tinha escolha. Dei a vida, carga máxima e foi irado.
Vieram meses de embates duros. O ponto central sempre foi o mesmo: liga nenhuma para em pé se os clubes não tiverem tranquilidade financeira, organização e participação real. Nenhuma. Em lugar nenhum do mundo. Estrelas não são só os jogadores, mas clubes, presidentes, comissões. Se essas pessoas não forem bem tratadas, o projeto não escala.
O modelo inicial da Kings League, nascido na Espanha com streamers sem estrutura empresarial, não funcionaria no Brasil. Aqui, o nível era outro: FURIA, Loud, Fluxo, G3X, e outros clubes nasceram ou chegaram com estruturas profissionais, investidores fortes e visão de longo prazo. Não dava para aceitar algo desequilibrado. E o diálogo funcionou.
O resultado apareceu: hoje, quase 90% dos custos com jogadores são cobertos por garantias mínimas, os modelos de revenue share evoluíram e a liga deu passos importantes para se estruturar melhor. Ainda há muito a melhorar — controle de documentos, entregas de patrocinadores, compliance, salary cap, governança — mas tenho convicção de que a Kings League vai seguir evoluindo. Nestes pontos eles ainda patinam, mas vão chegar lá, quem sabe não nasceu uma nova NBA?
Hoje encerro minha participação direta no grupo decisório de donos e presidentes. Passei o bastão para o Guerri, que é, sem dúvida, a pessoa mais indicada para tocar esse modelo de liga representando a FURIA, com experiência real em esportes eletrônicos e gestão. Minha contribuição foi mais relevante na fase de nascimento e modelagem macro. Agora, meu foco precisa estar 100% no grupo TMG e nas empresas envolvidas. O Pique sabe se um dia precisar de ajuda, estarei aqui, mas foco é primordial.
Foi isto que fez ter sucesso depois de tantas empreeitadas sem foco que caguei na minha vida.
O comitê de clubes está formado, e ficou forte viu, contratos assinados, valores pagos, modelo de pé. Agora começa a parte menos glamourosa, mas essencial: controle, dados, relatórios e maturidade. É aí que ligas grandes se diferenciam, tomara que eles brilhem nisto.
Nesse processo, conheci pessoas excepcionais. Gente que virou amigo para a vida. Luqueta, John, Nyvi. A Nyvi já estava plugada familiarmente né hehehehe (Yuri é meu filho), Luqueta, resumindo, eu falo todo dia, virou meu irmão, e John eu me conectei pra nunca mais me desconectar, sensacional. Junto com estes, ou nos bastidores, tinham pessoas muito profissionais, isto facilitou a vida deles pois ainda não possuiam operações mais organizadas como FURIA, LOUD, FLUXO, que já eram orgs. Cerol não tive tanto contato mas sempre se mostrou um fenomeno tb, firme, correto, e o Nobru, como começou a jogar poker, nos conectamos bem demais, dá pra entender o pq do sucesso do homem!
A relação com o Jean, da Loud, se fortaleceu, o conheci melhor e foi bom — firme como concorrente, parceiro e íntegro quando trabalhamos juntos para resolver questões, e junto com Coringa, que na minha opinião é o maior fenômeno do Brasil, eles são fortes demais. Conheci mais a fundo o Lucas Breche, rival de resenha, jovem extremamente trabalhador e talentoso, e ganhou demais meu respeito. Dentro da galera da G3X tb destaco o Vamp, tivemos momentos conturbados no quesito performance, mas principalmente nos últimos meses ele se mostrou um cara muito foda, não é a toa que esta brilhando novamente na seleção junto com o Dudu e o Preto, já que foi campeão no primeiro campeonato brilhando demais.
Criei laços fortes com Gabriel, do Funkbol, e André Barros, do Desimpedidos — já temos projetos futuros juntos e vão bombar. O Diego, do Real Elite, apanhou bastante no processo, mas virou amigo de verdade. Conheci também melhor o Toguro, nem sei o que falar dele viu, o sucesso mostra, ele é um ser humano diferenciado demais. Infelizmente pela saída da FURIA me afastei um pouco do Allan, mas ele sabe o quanto eu adoro ele, e estou feliz pela sua volta. E assim conquistei amigos e amigas que antes não faziam parte da minha vida.
Em grupos grandes sempre existem pessoas incríveis e outras nem tanto. Aprendi muito com este processo. A arte está em navegar isso com maturidade. Resolver problemas de porta fechada, com honestidade e clareza. Quando creators conseguem usar suas vozes para construir, a liga brilha. Quando não, gera ruído. Felizmente, foram exceções.
A fórmula está validada. Agora é volume, consistência e performance. Pode ter certeza que vou usar este aprendizado e este trabalho semi-voluntário para todas as minhas empreeitadas que estão por vir. Além dos relacionamentos fantásticos!
Na segunda-feira começo 2026, missões e projetos enormes que me meti no nosso grupo, além de continuar o que está bombando, FURIA, MADHOUSE e etc, mas em breve vou dividir com vocês as novidades. O grupo está se metendo em coisa grande — bem grande. Com isso, provavelmente vou reduzir ainda mais minha presença operacional na Kings League também via FURIA, inclusive em pré-jogos e viagens.
Mas é aquilo: quando meus jogadores, o Cris, o NJ ou a comissão chamarem, o tio pega o voo de qualquer lugar do planeta e aparece. Ou se a FURIA começar a apanhar, aí o tio aparece também no vestiário para dar aquela palestra heheheh, mas isto não vai acontecer, podemos não ganhar, mas concorrentes fortes sempre seremos, o grupo é uma das coisas mais potentes que eu já vi!
Agora é torcer com tudo para o Brasil cravar mais uma. Comissão azeitada, jogadores voando, torcida fazendo história. Mesmo ausente fisicamente, estarei presente. Fiz questão de não ir para testar meu foco mesmo heheheh, dolorido viu!
As novidades do futuro próximo conto nos próximos artigos, uma a uma. Vocês vão curtir. Aprendi muito neste processo no último ano!
E não esqueçam: sexta-feira tem BLAST na MADHOUSE, tem FURIA, tem PAIN, tem mt coisa por lá. Conseguimos os direitos de transmissão — não sabemos até quando, mas enquanto tivermos, vamos dar show. O não monopólio faz bem demais à comunidade.
LoL e Valorant da FURIA também estão ON.
Como bom viciado em performance, já estava sofrendo de abstinência de jogo.
Agora vem tudo.
Grande abraço e BORAAAA BRASIL NA SEMI AMANHÃ! 🇧🇷
