E aí vambora continuar nossa análise?
Confiança!
Esta é a palavra chave relacionada ao Mark Newhouse, tanto no excesso quanto na falta na minha opinião.
Simplesmente é o segundo November 9 seguido que o homem pega, incrível certo?
Um dos maiores sonhos de um jogador profissional de poker é chegar a mesa final de um Main Event da WSOP, este cidadão fez isto duas vezes seguidas.
Por um lado, ele vem carregado de auto confiança, ninguém fez isto na história, mas por outro lado acho que o Bruno pode-se beneficiar disto. Os momentos ruins que todos os jogadores passam em uma mesa final, onde acende o alerta que talvez você possa ser eliminado, acredito que para ele vai falar muito mais alto. Chegar duas vezes e cair na segunda em nono seria trágico, cair em sétimo, sexto, também, acredito que a hora que este momento ruim chegar é uma boa oportunidade para tirar vantagem disto. Calls e check folds no flop acontecem em uma escala muito maior para quem perde a confiança, e isto é bom para quem esta com o peito inflado enfiando ficha na orelha dos outros.
Em uma recente entrevista ele disse que ficou devastado na eliminação da última vez, portanto, este fantasma vai rodar a cabeça dele.
Joguei algumas vezes já com o Newhouse, ele sempre foi tight, mas flopador, sempre curti os calls pré flops gerando uma tendência a passividade mas nunca foi bobo, muito pelo contrário, soube sempre trabalhar o pós flop melhor que a maioria. Por incrível que pareça não foi o que vimos nos últimos episódios da WSOP onde ele cometeu erros infantis na minha opinião que acabaram sendo recompensados pelo baralho no final, mas pode ter certeza que estes erros não são o retrato do jogo dele, ele é bem mais esperto se não não teria chegado a esta marca histórica.
Esta tendência a flops Newhouse traz do limit, sempre jogou os jogos de poker nesta modalidade e normalmente quem estuda este tipo de jogo desenvolve habilidades pós flop mais rapidamente. Nesta modalidade ele fez muito estrago na WSOP de 2006 onde pegou uma mesa final e depois veio a fazer mais estragos no NLH cravando uma etapa do WPT, portanto, bagagem o homem tem de sobra.
De acordo com o assento do Brunão, o Newhouse esta longe, no meio da mesa, seat 4, então não promete ser o mais chato para pegar no pé do brasileiro na canhota, mesmo assim, estando com o espaço entre eles, Newhouse tem 26.000.000 de fichas, stack mais saudável que o do Bruno, ele tem 65 big blinds no começo da mesa final mas também é uma pancadinha só para as situações entre eles se inverterem.
Diferente da primeira análise, Jorryt, o Newhouse acredito que já respeite mais o nosso representante, ele vem de alguns embates contra o Bruno onde a briga foi bem boa. Bruno já abriu a caixa de ferramentas contra ele o que vai fazer com que ele entre bem mais cuidadoso na minha opinião.
Um outro ponto positivo na minha opinião é que ele decidiu depois de pegar outra mesa final se afastar do jogo, não quis jogar mais nenhuma mão de poker segundo entrevista para a ESPN a não um evento na Austrália, isto pode tirar um pouco da pegada do homem na minha opinião, poker é rotina, poker é amostragem e volume, isto faz não somente com que os resultados apareçam como também com que sua performance melhore a cada jogo, postura, olho no olho, confiança, não jogar não acredito ter sido uma sábia decisão.
Por outro lado, Brunão foi para jogo, vem jogando quase toda semana e inclusive pegou uma bela mesa final no 6 max na Austrália sendo eliminado pelo Hellmuth, ou seja, tá pra jogo, vem crescendo, as coisas estão acontecendo de forma quente, isso é muito bom para nós.
Por ser americano Newhouse pode ter uma torcida também mais próxima e em bom número, mas nada vai se comparar a nossa, se Deus quiser! Surdo e Pandeiro já estão na mala!!!
Abraço
André Akkari
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